Marcos Pereira on-line

05 janeiro 2025

Top 5 das músicas de 2024, remixado com mundo líquido + amor gasoso pela Martina Barakoska


Spoiler da melhor música de 2024, segundo a Diretoria Artística da "Mauro Jorge Records"

No início deste o blog, eu costumava fazer a lista de melhores do ano. Invariavelmente, demorava muito. O motivo? Havia bastante conteúdo "sólido" e eu me esmerava em escrever de forma consistente; de trabalhar o texto até chegar numa versão satisfatoriamente publicável.

Já há muito, abandonei as listas de melhores porque, conforme teorizou o sociólogo Zygmunt Bauman (in memorian), vivemos num mundo líquido, metaforicamente. Tudo é muito raso, passa muito rápido e logo vira passado, mal tendo sido presente. A qualidade cedeu lugar para quantidade.

Por exemplo, cinema. Com o advento dos streamings, os filmes no cinema foram preteridos em relação às séries. E são muitas. E são muitos os streamings com muitas séries. Para dar conta de tanto conteúdo, até criou-se o hábito de se maratonar séries. Ou seja, acompanhar temporadas inteiras seguidamente num fim-de-semana, por exemplo. Voltando ao cinema, ele ficou majoritariamente restrito ao nicho de filmes de super-heróis e animações infantis. Difícil fazer uma lista decente com tantos filmes descartáveis! Os poucos bons filmes, muitas vezes, passam batidos.

A música também caiu na mesma situação. Os streamings de áudio despejam diariamente toneladas de kilobytes de música. E sempre é mais do mesmo. E o mesmo ruim. No topo da lista das músicas mais ouvidas em 2024 está uma tal de Sabrina Carpenter. Nunca tinha ouvido falar. Sobrenome Carpenter, bom mesmo, à vera, eu conheço os irmãos Karen e Richard, os sensacionais "Carpenters". Bom, fui lá conferir. Daqui a 1, 2 anos, se tanto, as pessoas se perguntarão quem é Sabrina Carpenter na fila do pão.

Mas (sempre tem um mas), em 2024, ao menos na minha bolha particular, pincei um top 5 com as seguintes músicas...

nº 5 - Insista em Mim - Ana Frango Elétrico


nº 4 - Vem Doce - Vanessa da Mata


nº 3 - Too Sweet - Hozier


nº 2 - Segue o Jogo - Samuel Rosa


nº 1 - Birds of a Feather - Billie Eilish

A Billie Eilish, que no início cantava com voz de travesseiro, desabrochou neste último álbum e se entregou à canção. Desde "Zero", da Liniker e os Caramelows (https://www.youtube.com/watch?v=M4s3yTJCcmI), uma música não me arrebatava tanto. Pera aí... "Varanda Suspensa" (https://www.youtube.com/watch?v=i0Whkf-X91U), da Céu, tá no mesmo nível de sublimação.

E a minha versão favorita, tipo-assim, amigue, "quem sabe faz ao vivo, ô loko, meu!" é essa...

What the fucking performance, man! Em bom baianês, que cantora da porra, meu rei! O groove quebrado, da bateria, na linha "Soul II Soul" (https://www.youtube.com/watch?v=1iQl46-zIcM) e as moças dos backing vocals afinadíssimas são D+. O final catártico, percebendo que arrasou, culmina num abraço coletivo. Muito fofo!

Pára tudo! Corta para a baterista mais energética, pulsante, elegante, brilhante, deslumbrante e outros adjetivos elogiosos com sufixo "ante", da galáxia.

Aqui, uma amostra da Martina Barakoska em ação, tocando a bateria na música da Billie Eilish...


Ela costuma gravar vídeos neste esquema, deixando a gravação rolar e tocando a bateria por sobre (gosto de preposições no final das orações). Fui levado até a Martina através dos algoritmos, pois ela posta muitos vídeos tocando Beatles. A Martina é fã do jeito minimalista e swingado de tocar, do Ringo Starr.

Desde então, eu me apaixonei por ela. Todo dia, ao acordar, a primeira coisa que faço é ver se tem vídeo novo dela. Tudo bem... tem a questão da diferença de idade; eu tenho o dobro da idade da moça e ainda sobram uns trocadinhos de anos. E também a questão geográfica. Ela mora na Macedônia do Norte. Portanto, um hemisfério e um oceano nos separam. Mas, como cantou a "Gang 90 & Absurdettes", 🎶 pra quem ama a distância não é lance / a nossa onda de amor não há quem corte 🎶 (https://www.youtube.com/watch?v=7TwySqOsm_0) .

Concluindo, deputado(a), de sólido, o mundo passou a líquido. Quem sabe esta relação amorosa não seja o prenúncio de um novo mundo, o mundo gasoso? Afinal, a Martina nem me conhece. Poderia existir relacionamento (?!) mais etéreo que este?


PS: tô com sono; amanhã complemento com PSs.

25 dezembro 2024

Feliz Aniversário, Jesus! - feliz término do seu/meu inferno astral (espero!)




Querido Jesus, você não precisava transferir seu inferno astral para mim. Só isto explicaria as agruras por que tenho passado nestas últimas semanas, depois de eu ter ocupado sua casa. Comportamento típico de uma BVV (Bixa Véia Vingativa). Eu sou um mero mortal, no meio de bilhões de habitantes do planeta. Já, você, é o filho Dele. Tá bom! Não tenho sido uma boa pessoa ao longo da minha passagem por aqui. Vamos lá... que estas mal traçadas linhas sirvam ao menos como desabafo e consolo.

Tudo começou quando eu tive que me mudar, provisoria e compulsoriamente, para a sua casa. Contextualizando, segundo o Pipykho, a casa anexa, que agora é "the one and only", no terreno da casa da minha mãe (in memorian, que Deus, seu Pai, a tenha!) é a "casa de Jesus". Ele batizou assim, a partir da perspectiva do mundo fantasioso de uma criança, devido às várias imagens e objetos religiosos que haviam dentro do recinto. E, para entrar na "casa de Jesus", conforme ele, é preciso abrir a porta do céu. Na verdade, uma grande porta de correr.

De volta ao inferno astral, provavelmente tudo começou depois que eu me mudei, pois coincide com o inferno astral do filho Dele. Ou seja, aproximadamente 1 mês antes de 25 de dezembro, que, aliás, é hoje. Parabéns, JC! Muitos milênios de vida. What the fuck coincidence! Or not!

Logo de cara, na mudança, a TV que eu usava, mais propriamente como monitor do notebook capenga, caiu e a tela trincou. Sem conserto, diagnosticou a assistência técnica. Como eu precisava estudar e fazer os trabalhos de TCC, passei a usar o notebook mesmo em estágio de "metástase" progressiva. Trata-se de uma mancha preta, que se espalhava pela tela, tal qual o câncer se espalha e consome o corpo da vítima. O teclado, também bixado. Enfim, o notebook mais parecia o exterminador do futuro quando lhe sobrou somente a CPU e a carcaça aos frangalhos. Se bem que, fora isso, o notebook estava bala, depois que foi instalado o Windows 10. A performance melhorou muito. Ok, mesmo em "metástate", com a parte da tela visível, eu conseguia segurar a onda e programar. Afinal, eu sou brasileiro e não existo, ou melhor, não desisto nunca.

Dias depois, no meio das entregas, a luz da bateria do painel do carro acendeu. Como não aconteceu nenhuma pane e o carro continuou funcionando, continuei até o fim das entregas. No final da tarde, fui levar o carro para oficina. No meio do caminho, em plena Brigadeiro Luiz Antonio, altura dos Jardins, o carro começou a engasgar e foi parando. Só deu tempo de subir na calçada para evitar que parasse e interditasse a faixa exclusiva de ônibus.

Depois de várias tentativas e a outra bateria, a do celular, quase acabando, consegui falar com o moço da oficina para pedir socorro mecânico. Como ele estava sozinho, não podia deixar a oficina. Então me passou o contato de um guincho camarada. Estava demorando muito, liguei novamente e o moço do guincho tinha anotado o número errado da rua e estava me procurando na outra extremidade da avenida, próximo do centro.

Enfim, resolvido parcialmente... o guincho rebocou o carro e lá fui eu para a escola, pois não queria perder a "aula-show" de programação WEB. Estava exaurido e sairia no intervalo. Mas, logo no início da aula, o Julius lembrou da atividade prática, agendada para depois do intervalo, valendo nota. Putz! Eu tinha esquecido completamente. A atividade nem era difícil; só trabalhosa. Saí de lá exausto mentalmente.

Com o carro-dormitório "internado", decidi ir para Santos. Eu merecia a minha cama. Peguei a Ponte Rodoviária Santos-São Vicente. Não demora muito e eu chego na casa de Jesus, pensei. Amanhã esta será somente a lembrança de uma "a hard day´s night". Alto lá, o meu périplo ainda não tinha acabado. Já acomodado na poltrona, quase cochilando, o motorista avisa que o ônibus seguiria pelo canal 2, ao invés do normal, que seria o canal 1, interditado para obras. O que significa que eu teria que andar a pé mais uns 13 minutos que o habitual.

O pior, bem pior, estaria por vir. Dias depois, num sábado, deixei o carro na rua, como costumo fazer, para ir ao cinema assistir "Ainda Estou Aqui". Velhinho, meu carro nem é visado para roubo. Por isso, nem me preocupei e deixei a mochila no porta-malas. Quando voltei, o vidro da janela estava quebrado. Levaram meu travesseiro da Minie, lembrança da Larissa, meu saco de dormir lindo e maravilhoso e minha mochila companheira "Deuter", recém recondicionada. Muito da minha vida portátil estava dentro da mochila: higiene bucal, tesoura de poda, iPod, notebook (o da metástase), teclado Microsoft, mouse HP e, principalmente, o HD externo com toda minha vida digital armazenada dentro. E, também, minha camiseta regata (toda rota) de Ilhéus que, incontáveis vezes, vestiu meu dorso marrom-bombom. Ah! E a cueca boxer da cor do pecado (vermelha).

Putz! Como eu fui Mané! Perdas irrecuperáveis, algumas de valor afetivo inestimável. Nem senti raiva de um provável nóia (morador de rua drogadito) que, supostamente, cometeu tenha cometido o delito. A questão é mais de saúde pública que de segurança. Procurei apenas não pensar e deixar a noite acabar e um novo dia raiar. Talvez, este episódio tenha sacramentado o fim de um ciclo e o início de um novo, visto que este ano (2024), completei 8 setênios no planeta. Será que teria sido um sinal, mesmo? Sinal de que é hora de desapegar e dar espaço para o novo? Se foi, não precisava ter sido desta forma abrupta. Fazer o quê? O nosso controle sobre a vida é muito frágil. E, lembrando, eu estava vivendo um inferno astral terceirizado do filho Dele.

Não acabou aí. Fui tirar o ventilador, preso na parede, para direcioná-lo para a cama, pois o Pipykho é muito peludo e transpira demais, a ponto de amanhecer com a camisa encharcada de suor. A gambiarra funcionou a noite inteira, a contento. Fui mexer depois e o aparelho desencaixou, uma das pás giratórias prendeu na armação e quebrou.

Mas, tudo bem. Eu passei por todas estas provações, entendendo que, no balanço contábil da vida, quando Ele for passar a régua na minha conta terrena, eu consegui créditos valiososos que vão melhorar minha pontuação na hora da derradeira sentença.

Não acabou por aí. Muito do meu planejamento para 2025 estava centrado no curso de agroecologia. A ideia era unir a área de TI com uma das paixões da vida. Semana retrasada, eu recebo um email informando que o curso foi cancelado devido a falta de demanda. Como cantou o Fagner, 🎶 não dá pra ser feliz / não dá pra ser feliz 🎶.

Pois bem! Hoje é o seu aniversário, seu nazareno de uma figa! Se a minha suspeita se confirmar e você, com seus super poderes, terceirizou o seu inferno astral, então, hoje ele acaba. Tá perdoado, então. Em breve, eu saio da sua moradia e tá tudo certo. Sem mágoas.

Ops! Ainda tenho pela frente o meu próprio inferno astral, que começou recentemente. Só me resta andar pela sombra, evitar passar por debaixo de escadas e coisas do tipo. Enfim, tentar passar incólume por este período.

Boa sorte pra mim!

Feliz 2025, JC!
E viva Zapata!

PS: sem PSs hoje.

PS II: hoje, na revisão do texto, tem PS sim. Sobre o filme "Ainda Estou Aqui", eu fui assistir meio sem vontade. Acho cansativas estas narrativas do período do regime militar, no Brasil. Sim, entendo que precisam ser contadas para que não se repitam. Mas, os filmes brasileiros, na minha opinião, parecem retratar o tema de forma romantizada. Diferente dos filmes argentinos, por exemplo, que também passaram pelo seu período de exceção.

PS III: e eu também não gosto dos filmes do Walter Salles. Mas (sempre tem um mas), "Ainda Estou Aqui" não é sobre a ditadura militar no Brasil, embora tenha ela como pano de fundo. Gostei... e muito! O filme é sobre a matriarca, Eunice Paiva, e sua família burguesa. Retrata o antes e depois do desaparecimento do marido e pai Rubens Paiva, torturado e morto pelo regime militar. O Marcelo Rubens Paiva, filho e autor do livro que inspirou o filme, concedeu, recentemente, entrevista ao programa "Roda Viva". Mas esta, do programa "Juca Kfouri Entrevista", vai mais a fundo ...

28 outubro 2024

20 Anos de Blog, eu acredito - Não me Suicidei Por Um Triz , Yah Youls Não Quis


Lembro claramente daquele longínquo 2004. O mundo era complemente outro. Ainda não havia smartphones. Os celulares do modelo "startup" eram a coqueluche daquele momento. Era o aparelho desejado pelos descolados de plantão. Os iPods também faziam sucesso (eu ainda não havia descoberto; somente em 2006, depois de muita resistência, me entreguei aos encantos do mundo de Steve Jobs; virei fã! E o programa de transferência e gerenciamento de músicas, o iTunes? Totalmente lúdico; praticamente tudo que eu intuitivamente queria, ele realizava).

No trabalho, tudo muito confuso; rolava mudança de ambiente. Nos poucos computadores do escritório com acesso comunitário à internet, os colegas de trabalho se convidavam para entrar numa coisa nova, um tal de "Orkut". O Orkut despontava como a primeira grande rede social, ao menos no Brasil. Só podia entrar quem era convidado por outro usuário que já estava lá. O MySpace era outra rede, só que especializada em música, onde os artistas criavam seu perfil e recheavam a plataforma com postagens, divulgação de shows e músicas exclusivas para baixar. (Por quê desapereceu?)

No geral, a vida estava meio embotada. Nas oscilações de humor, eu estava numa fase deprê brava. Fazia terapia e entrei para o curso de teatro para tentar dar uma chacoalhada no humor. Pensei em criar um podcast de música, coisa incipiente na época. A ideia flopou. O podcast era outra novidade, que integrava o que se convencionou chamar de web 2.0, na qual o internauta (aliás, esta palavra me lembra o quadro "Participação do Internauta", dentro do saudoso programa "Irritando Fernanda Young") deixava de ser mero espectador e passava a gerador de conteúdo, também.

Neste contexto, surgiram os blogs. Originalmente, o blog nada mais é do que um registro pessoal, ou seja, o antigo caderninho "meu querido diário", onde as pessoas derramavam seus prazeres, amores, suas dores, dissabores, enfim, falavam de si próprias. Na web 2.0 foi além e ganhou outros contornos. Virou uma espécie de praça pública, na nuvem, para discutir temas específicos. Ou seja, havia blogs especializados em cultura, culinária, moda, games, esportes, etc. Mais adiante, os articulistas de jornais adotaram o blog como extensão do espaço limitado que detinham nos periódicos.

Opa! Também quero brincar disso, pensei; quero fazer parte deste mundo, a blogosfera. Já tinha tido experiência de escrever uma coluna para "O Mundo de Silverteen", um ego-site-pop-adolescente do meu primo, um dos meus queridinhos da vida, o Filipe. Me dei conta, que escrever surtia efeito terapêutico. Como não suportei a catarse de emoções que me acometiam nas aulas de teatro, me entreguei à introspecção da escrita. Embora o tema seja o meu mundo umbigo, de certa forma, este queridíssimo blog, humildemente, não deixa de ser uma pequenina lente que captou o espírito do tempo dos acontecimentos dos últimos 20 anos.

A vida real (pode) supera(r) em muito a ficção. Basta colocar o holofote nas pequenas coisas e elas se tornam visíveis. Às vezes, se revelam belas. Noutras, nem tanto. Boa parte das vezes, ordinárias (no sentido de comuns; não aquele sentido da música do "É o Tchan") e, de vez em quando, extraordinárias. Como diz a tia Billiki, plagiando a música do Odair José, "a felicidade não existe, o que existe na vida são momentos felizes".

Nesta toada é que foi concebido este "meu querido diário". Com o propósito de tratar de questões do dia-a-dia com uma aura romantizada, um tanto poética, às vezes. Assim, alguns momentos mundanos, poderiam se tornar épicos. Afinal, pode existir beleza no dia-a-dia, sem precisar esperar desesperadamente pelos momentos extraordiários.

Para celebrar estas 2 décadas de existência, selecionei posts que têm valor especial. Principalmente, aqueles nos quais consegui dar vazão e forma ao que sentia. Então, vamos aos posts top 7, escolhidos pelo conselho editorial da "Mauro Jorge Press" em parceria com a "Yah-Youls Entertainment" ...

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1, 2 e 3)
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Beatle Day - Homenagem Póstuma ao Diosni

http://mp-online.blogspot.com/2005/02/beatle-day-homenagem-pstuma-ao-diosni.html

Para (e sobre) o tio Mané ...

http://mp-online.blogspot.com/2016/12/para-e-sobre-o-tio-mane.html

Eu preciso dizer que te amo, Pietro. Feliz 4 anos !!!

http://mp-online.blogspot.com/2021/09/eu-preciso-dizer-que-te-amo-pietro.html

Comentário: empate técnico no pódio. Porque eu chorei e sorri muito ao escrever estes textos. Parafraseando o rei, o importante é que emoções eu vivi.

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4) Despedidas e não-despedidas
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http://mp-online.blogspot.com/2004/10/despedidas-e-no-despedidas.html

Comentário: porque o texto-base estava muito sentimental. Tentei compensar escrevendo PSs de perdas materiais atribiundo dramaticidade a cada uma delas. Ser sério brincando e brincando sendo sério. Pólos alternados, instabilidade, movimento. Gosto disto!

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5) Rocket Man - livre interpretação e análise
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http://mp-online.blogspot.com/2010/11/rocket-man-livre-interpretacao-e.html

Comentário: filosofia de boteko bem argumentada e pretensiosa.

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6) Top 40 dos meus 40
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http://mp-online.blogspot.com/2008/01/top-40-dos-meus-40.html

Comentário: misturar assuntos diferentes, aparentemente desconexos e traçar um fio condutor entre eles, a partir de um eixo central, buscando referências que me influenciaram. Descobri, por acaso, numa aula de Língua Portuguesa que isto tem nome: "intercontextualidade". Pois é, meu blog é, timidamente, super-intercontextualizado.

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7) Crying - Pela volta das canções românticas no rádio
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http://mp-online.blogspot.com/2013/01/crying-pela-volta-das-cancoes.html

Comentário: texto exagerado, cheio de transições. E eu amo a dor contida nos versos de "Crying", uma das músicas que eu, como cantor de interior, interior de automóvel, mais gosto de cantar (e berrar), batucando no volante.

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E que venham os próximos 20 anos!
E que venham os próximos 30, 50, 90 anos!
E que venha a eternidade!

E viva Zapata!!!
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Pra não dizer que não falei (escrevi) de suicídio ...


P.S. confessional: sobre o (rimado) subtítulo "não me suicidei por um triz, Yah Youls não quis", primeiramente, Yah Youls é um nome criado pelo Pipykho (Pietro, ele não gosta de ser chamado assim), no meio das nossas brincadeiras, que inclui gobher-gobher, cai-junto/cai sozinho, bundha n´akara e desce-desce. Na falta de um deus para acreditar, Yah Youls se tornou o que seria o mais próximo de uma divindade, pois foi criado num momento de diversão. Nem sempre, mas quando lembro, faço consagração da massa de pizza reverenciando Yah Youls.

P.S. confessional II: no livro "As Valquírias", do Paulo Coelho, em dado capítulo, ele interrompe a narrativa para contar uma passagem crucial na vida dele. Ele e o Raul Seixas "brincavam" de rituais de magia negra, sem acreditar nas consequências. Até que ele é chamado a prestar contas. Bom, o resto da história tá lá no livro. A ideia aqui é parecida no sentido de abrir um grande parênteses.

Ao longo da minha vida tive altos e baixos emocionais, como qualquer pessoa. A diferença é que os altos e baixos são muito intensos. Em agosto e setembro de 2022, eu sucumbi. Completamente exaurido, emocionalmente, vivendo um inverno frio e chuvoso, isolado dentro de um quarto, eu traçava planos para sair daquele estado, sem enxergar saída. Sem forças, a depressão veio mais forte que das outras vezes. Como descrever depressão? Da minha experiência, é como se o organismo estivesse em greve de si mesmo. O corpo e a mente se rebelam, entram em colapso e tudo parece sem sentido, sem perspectiva. Trata-se de um vazio existencial que nada é capaz de preencher.

P.S. confessional III: na música "Creep", do Radiohead, o Thom Yorke canta "What the hell am I doing here?" (Que diabos estou fazendo aqui?) / "I don’t belong here (Eu não pertenço a este lugar). A música é sobre amor platônico, mas estes versos reproduzem bem a sensação de auto-flagelo e deslocamento no mundo pela qual eu passava. Num raro momento de lucidez, quando os pensamentos pesados deram uma trégua, lembrei do ritual do Daime. Bom, perdido por perdido, fui ver no que dava. Antes do início, a responsável pelo espaço e o pai dela reuniram quem estava lá pela primeira vez. Eles explicaram como funcionava o ritual e perguntaram o motivo de estarmos lá. Fragilizado e indefeso, me senti seguro para expor meu sentimento abertamente "eu não estou satisfeito com a pessoa que me tornei", respondi. Depois, abriram para perguntas. Quase no final, eu perguntei "E se a gente não der conta (dos efeitos do chá)?". Ela garantiu que era seguro e que eles estariam lá para amparar, em caso de necessidade. Lá fomos nós. Bebi vários copinhos e nenhuma viagem, nada de diferente. Até que os atabaques começaram o tocar alto, muito alto, num ritmo acelerado. Ali se iniciou a minha bad trip. Precisei de ajuda.

P.S. confessional IV: Nos dias seguintes estava me sentindo muito bem. Me amancebei e voltei a ter planos. Mas, aos poucos voltei a ficar mal. Até que, meses depois, decidi pelo fim, novamente. Mas, deste vez, fui às vias de fato. O plano infalível do Cebolinha falhou e acabei aceitando a internação num hospital psiquiátrico (Caism), voluntariamente. Foram 4 dias, embora eu quisesse ficar por mais tempo.

P.S. confessional V: e cá estou, alone again (, naturally). Tranquilizado pelo carbonato de lítio, tentando ser menos reativo, mais contemplativo e mais tolerante.

30 setembro 2021

Eu preciso dizer que te amo, Pietro. Feliz 4 anos !!!

            

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Pietro pra todo gosto: risonho, zoiudo-com-2-dentinhos, c/ fralda tipo pato Donald, c/ a queridinha e queridíssima Larissa, fortinho na piscina, visual "Paulinho" (menino-homenzinho, arrumadinho com cabelo curto), etc.

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Sem o tio Mané no planeta e a Larissa longe, do outro lado do globo (leste do meridiano de Greenwich; sim, a Terra é redonda), lá por 2017 eu andava desamparado, acabrunhado (gosto da sonoridade desta palavra!), tipo tudo está perdido, sem um porto seguro emocional que acendesse meu lado criança. Lado esse vital para o equilíbrio com outras personas que me habitam.

Até que, há exatos 4 anos, o Pietro emergiu à Terra. De início, pouco afeito a paparicos e assédios na linha de bilu-bilus e guti-gutis na bochecha, mantive distância regulamentar. A virada aconteceu quase 3 meses depois quando, numa madrugada, ele chorava compulsivamente, perdendo o fôlego ao final de cada rajada sonora estridente. Acordado pelos berros e único adulto por perto, peguei-o no colo. Aos poucos, se acalmou e voltou a respirar normalmente. Cansado, devido ao extremo esforço cardio-respiratório, dormiu aconchegado no meu peito. Naquela hora, sem me dar conta, nasceu um vínculo, um afeto entre nós. Precisávamos um do outro e aquela foi uma oportunidade para aproximação. 

Desde então, acompanho e tenho participado do seu crescimento: fui babysitter durante noites, compareci a consultas médicas, exames clínicos e eventuais idas ao pronto-socorro. Sim, sou babão. Pudera! Ele é apaixonante. Acho admirável a habilidade como ele organiza e calcula espacialmente seus movimentos e a forma precisa como pega e pinça os objetos. Que coordenação motora, amigue! Logo descobriu o celular, ganhou um tablet e se revelou um ás nos joguinhos. Impressionante o reflexo para desviar de obstáculos e caçar recompensas. Parafraseando o ex-apresentador-global-dominical, ô loko, meu! Esse é fera, tanto no pessoal como no digital, blábláblá,  blábláblá ...

No final de 2019, se encantou com o Papai Noel e o espírito natalino. Depois, já em 2020, enclausurados na pandemia, recuperamos e fomos salvos por um quebra-cabeças simples com peças de madeira e figuras de animais. Virou febre; não queria mais parar de brincar. E assim seguimos, assistindo desenhos animados non-sense (irmão do Jorel) e outros mais convencionais (Peppa e Dora Aventureira), pulando na cama elástica, pulando do sofá que nem 2 lokas gritantes-saltitantes, brincando de cavalinho, dormindo juntinhos, etc. Com o Pietro eu não tenho vergonha de ser ou parecer ridículo.

Mas, algo estava fora da ordem no seu desenvolvimento. O atraso na fala e comportamentos estereotipados sugeriam algum tipo de distúrbio. Após poucos meses de tratamento, a evolução da sua capacidade cognitiva tem sido espantosa. Cada vez mais, fala e se expressa muitíssimo bem. Minha impressão é que a dificuldade na fala e, consequente impossibilidade da materialização de coisas e emoções vocalizadas na forma de palavras, gerava nele sensações de isolamento, incompreensão e angústia. A partir do momento que começou a se comunicar e ser entendido, enfim, interagir, tudo mudou. Ele se apropriou da sua identidade e personalidade e se percebeu pertencente ao mundo.

Já citado lá no início, peço licença cósmica ao tio Mané ("in memorian"; se estiver na Nebulosa M-78, manda um abraço pro Ultra Seven), para usar passagem do texto em homenagem a ele (http://mp-online.blogspot.com/2016/12/para-e-sobre-o-tio-mane.html), alterando o tempo verbal para o presente. Ele há de compreender ...

"A nossa cumplicidade se resolve apenas na companhia um do outro".

Assim acontece comigo e o Pietro ... corremos como o Sonic, comemos pipoca lançando para o alto, mirando para fazer cair na boca (erramos o alvo, invariavelmente); quando ele espirra, eu respondo com um espirro fake e ele devolve com outro fake e assim, sucessivamente, até descambarmos para o riso fácil e farto, e por aí vai. Também discutimos sobre a cor do farol de trânsito. Ele insiste que é azul e eu digo que é verde. Procede. O verde dos faróis de São Paulo é um pouco dúbio mesmo. 

Hoje nossos encontros se restringem aos domingos. Mais intensos porque mais breves, aproveito cada minuto com o Pietro, pois logo chegará a segunda-feira e minhas personas adultas cobrarão energia e leveza de criança para encarar a realidade. Qualquer semelhança com "Monstros S.A." é mera inspiração na ficção infantil.

Então, com isto tudo posto, exposto, fruto de pensamentos e sentimentos remixados no inconsciente e trazidos à tona, sem mais delongas, só me resta dizer (escrever): eu amo o Pietro. Simples, desmedida e incondicionalmente assim!

Viva o tio Mané!

Viva a Larissa!

Viva o Ultra Seven!

Viva o Sulley e Mike Wazowski!

Viva Zapata!

E viva o Pietro!!!

Feliz 4 anos!!!!!!!


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P.S.: no Top 7 dos momentos que passarão no filminho de flashback, nos instantes derradeiros, antes de eu deixar o planeta, 
alguns já estão programados. Um deles aconteceu poucas semanas atrás: a primeira vez, consciente, que o Pietro entrou no mar. Foi no Posto 2, em Santos. Misto de emoção e medo, ele não cabia em si mesmo de tanta alegria, fascinado com as ondas vindo e a água recuando sobre os pezinhos dele. Fiquei à distância, só observando e assessorando nos pulinhos das ondas maiores. De repente, ele me chama "vâmo junto, Karro". Foi mágico! De 2 lokas gritantes-pulantes de sofá, passamos a 2 lokas gritantes-pulantes de ondas do mar (ondas do mar = de 19 a 37 cm de altura).

P.S. II: e o que falar do look praieiro do Pietro? Cabelo ao vento, tronco fortinho, perninhas bem torneadas e sunguinha do Homem de Ferro. Lindão!

P.S. III: por um tempo me chamou de mãe. Hoje, de Karro. Gosto de ambos.

15 novembro 2019

Fim do xaveco? Featuring "Sharing The Night Together"


Outro dia, numa destas questões que surgem por acaso, que não vão mudar o mundo, mas que, por algum tempo nos tiram da trivialidade do dia-a-dia, um camarada e eu questionamos o xaveco. Ou melhor, que palavra hoje expressaria o sentido do xaveco. Como é designado hoje em dia? Flerte, cantada, azaração? Penso que não. Estas palavras, compreendem um sentido diferente. Pode ser até sutil, só que xaveco é outra coisa.

O xaveco pressupõe uma abordagem singela, inofensiva e precisa. Tem a hora certa de dar o bote. Se colar, colou. Senão, sem dramas. O xavequeiro de plantão nem sofre. Rapidamente se recompõe e  parte para o próximo approuch.

Teria o xaveco desaparecido, tal qual o conhecíamos, ante ao politicamente correto corrente? Ou o Tinder e outros aplicativos afins substituíram e engoliram a tal prática? Oh dúvida cruel!

Então, eu me peguei, do nada (nunca é, Jung explica!), cantando mentalmente "Sharing The Night Together". Isto sim é xaveco, amigx! Uma verdadeira aula da arte de xavecar.

Muito fofo o jeito como o Dr. Hook interpreta a balada ... todo meloso, despretensioso e humildezinho na aproximação:  

You're looking a kind lonely, girl                 Você parece meio solitária, garota 
Would you like someone new to talk to?             Você gostaria de conversar com alguém diferente? 
I'm feeling kind lonely too                        Eu também me sinto meio solitário
If you don't mind can I sit down here beside you?  Se você não se incomoda, posso sentar ao seu lado?

Mas o tom vai mudando. Parece que o moço traçou uma estratégia meticulosa. Na largada, ele chega todo educadinho. Depois, parte para o ataque final, como se não houvesse amanhã:

If I seem to come on too strong                    Se eu pareço muito direto
I hope that you will understand                    Acho que você vai entender
I say these things 'cause I'd like to know         Eu digo estas coisas porque gostaria de saber
If you're as lonely as I am                        Se você está tão solitária como eu
And if you mind sharing the night together         E se não se importa de compartilharmos a noite juntos (pleonasmo?)
  
Será que a moça caiu no xaveco e aceitou o convite?                                                                                                               
Nunca saberemos, pois na música, só o xavequeiro discursa. Só nos resta ver o vídeo legendado num espanhol delicioso.

Viva o xaveco!
Viva a singela canção romântica!

E viva Zapata!

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Nota de cunho linguístico  


As palavras tem um poder de transmutação, ao longo do tempo, por vezes surpreendente. Lá no auge do rock brasileiro, nos anos 80, o locutor de FM anunciava que o show dos Titãs [poderia ser Paralamas, Kid Abelha, Barão Vermelho, Ultraje a Rigor, Ira!, etc.] seria "imperdível". Lembro claramente que o "imperdível" era coisa nova, estranha aos ouvidos. "Imexível", pronunciada por um ex-ministro, também causou espanto, no mesmo período. Outras palavras são atualizadas e permanecem bem próximas da versão anterior. Invocado, por exemplo, mudou para irado.


Nota de cunho pop-informativo-defasado-uns-40-anos 


"Sharing The Night Together" tocava o dia inteiro na "Excelsior, a Máquina do Som" [AM, 780 Khz]. Não lembro ter ouvido na Difusora [AM, 960 Khz]. Depois, virou tema da novela "Pai Herói".

Nota de cunho testemunho-pessoal


O Flexa e eu, sentíamos inveja dos xavequeiros profissa, que abordavam as mina num bar, numa balada, num show and everywhere. Nossas tentativas muitas vezes ficavam na intenção e morriam na timidez. Xavecos bem sucedidos, pouquíssimos. A maioria no carnaval. Aí não vale, né? Alguns destes raros, não decolaram para relacionamentos. No máximo, redundaram em amizades.


19 janeiro 2018

Meio Século - ato 1 de 3 - Eu e meus heterônimos




Gostava da máxima budista da tia Billiki: "felicidade não existe / o que existe na vida são momentos felizes.". Até descobrir que estes são versos roubados de uma música do Odair José. A tia Billiki é uma fraude! Mas eu gosto (e muito) dela mesmo assim. Hoje, sigo a definição perfeita de tristeza e felicidade, do Confete. Não poderia ser mais concisa e precisa: 

"Tristeza é 'Huuummm' e felicidade é háháhá'". 
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E se aproximava o momento da minha apresentação ao grupo. O que falar de mim? Profissão, idade, naturalidade? Naturalidade, sim. Optei por ser natural e fugir do script previsível destas situações. Falei que, mentalmente, tentava formar um mosaico, um arco de eventos que me levaram até ali. Ou seja, quantas decisões, acasos, imponderáveis, imprevistos; quantas rotações e translações da Terra foram necessárias para eu estar naquela sala com outras pessoas que também passaram pelos seus processos de vida.

Naquele momento, interseções de vidas deram 'match' e uma nova história começava. Então, proferi uma apoteótica frase-pérola-clichê: "vida é fluxo!". Fez-me um destempo. Eu me silenciei e a classe junto. Lacrei, amigx! Eu consegui ser eu!

Esta pequena reflexão introdutório-filosófica-de-boteko ecoa nesta data querida (,muitas felicidades, muitos anos [lacrantes] de vida!). Num espectro mais amplo, de uma vida, a pergunta insiste em não querer calar: como é que eu cheguei até aqui, aos 50? Tipo-assim, com a voz de um Cid Moreira lendo a Bíblia, em verdade vos digo, houve algumas mortes e renascimentos no decorrer do período. Numa vida cabem várias. 

E, citando uma passagem com a voz de trovão do Cidão, os meus heterônimos [perdão, Fernando Pessoa, pela licença nada poética mas, hoje, eu tô super-podendo; afinal parafraseando o (Paulo) Bonfá, só haverá uma sexta-feira, 19 de janeiro de 2018] me carregaram no colo várias vezes. Aqui vai a relação de alguns destes heterônimos ou personas:

. o eu meu pai - bancou viagens, intercâmbio, sabáticos (?), etc; e, principalmente, deu suporte emocional. Devo tudo a ele.
. o eu Gordura, menino magrelo, recatado, com baixa autoestima. Tadinho!

. o eu Pancho Villa - ganhou até cartaz na escola. Admiro aquele comunistinha idealista.

. o eu Marquinhos - o eu genérico, agridoce.  

. o eu tio Marcos - gosto muito dele; quiçá, meu eu favorito.

. o eu Taz, nervosinho - amo ele.

.o eu Pererinha - meio bobildo, queria colo e guarida e o grupo de peregrinos o acolheu satisfatoriamente.

. o eu bailarina contemporânea - o eu mais transcendente.

. o eu loka - lado cantante desvairado, cortando a Imigrantes a 117 Km/hora (, meu amor, só tens agora os carinhos do motor).

. o eu Euler (alusão ao ex-jogador de futebol, "o filho do vento", que corria até acabar o campo) - depois de muitas corridas no curriculum (meias-maratonas do Rio, São Silvestres, etc.), percebeu que correr é entediante.

. o eu Mauro Jorge - me libertou, definitivamente,  da postura séria de analista de sistemas, no trabalho. Grato, Donizettis, pelo batismo.

. o eu BVV - Bixa Véia Vingativa; reclamão e indignado, grita dentro de mim o tempo todo; difícil calar esta BVV, amigx!

. o eu nobre cavalo - servo fiel da Larissa; eu nasci para servir, atuando no background e nos backstages da vida.

. o eu aspirante a mãe de miss - livremente inspirado num episódio do Seinfeld, no qual o Kramer assume às vezes do tipo. No meu caso, infelizmente não decolou porque a "filha da mãe de miss" achava estranha a ideia de uma mãe na condição de um homem. Ah! Estas crianças conservadoras de hoje em dia ...

. o eu adolescente-resplandescente – todo pimpão, no Canadá. Tão convincente no perfil, que seu amigo chinês se sentiu traído, quando revelei minha idade (33) à época. O eu representativo de um dos mais importantes turning-points da minha vida.

. o eu blogueiro - este aki; como um Red Bull, me deu asas. Me faz sentir um desconcertante Ricardinho levantando bolas impossíveis, um Deeplick pilotando insanamente pickups em viradas iradas ou um Jack Bouer fazendo em 24 horas mais do que um exército num mês. Eu tenho a força, ou melhor, eu tenho um teclado!

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Algumas destas personas ainda existem (ou resistem), outras existiram. Outras ficaram datadas num período ou perdida num grupo que desapareceu da minha vida. A Rita Lee resume (quase tão bem quanto o Confete) estas "Coisas da Vida"  ...

Qual é a moral?
Qual vai ser o final
Dessa história?
Eu não tenho nada pra dizer
Por isso digo
Que eu não tenho muito o que perder
Por isso jogo
Eu não tenho hora pra morrer
Por isso sonho
Aaah são coisas da vida
E a gente se olha
E não sabe se vai ou se fica.

Meio Século - ato 2 de 3 - Top 50 dos meus 50



Destaque do Top 50: The Killing Moon [o vídeo é tosco, mas a música é maravilhosa] 

Tem Gil, Caê, Tom Zé, Bob, (toca) Raul, rock, punk, disco, new wave, Michael Jackson, Beatles, Queen, Vanusa psicodélica, Rita Lee, Moloko x Donna Summer, Vanguarda Paulistana, Clube da Esquina, etc, etc, etc. ...

Ufa! Embora baseada no Top 40 dos meus 40, [http://mp-online.blogspot.com.br/2008/01/], tarefa árdua esta de compilar e condensar uma lista que contemple e abarque o gosto musical de meio século de vida, mesmo apelando para o velho truque do "chorinho" bônus.

Enfim, this is it ...
Só o filé, o puro creme de milho.
É muita melodia!

. Ain't No Sunshine - Bill Withers
. Atômico Platônico - Vanusa
. Batman Theme - Neal Hefti
. Blackbird - The Beatles
. Boogie Oogie Oogie (12" Extended Version) - A Taste of Honey
. Bring Me Back (mashup com I Feel Love) - Moloko / Donna Summer
. Buffalo Gals - Malcolm McLaren
. Calling Occupants of Interplanetary Craft (almost acapella) - The Carpenthers
. Canção Bonita - Rumo
. Coisas da Vida - Rita Lee e Tutti-Frutti
. Crazy - Knarls Barkley
. Creep - Radiohead
. Crying - Roy Orbison
. Don´t Let Me Be Misunderstood - The Animals
. Dor e Dor – Tom Zé 
. Ela Partiu - Tim Maia
. Every Breath You Take – The Police
. Everybody´s Gotta Learn Sometimes - Beck
. Get Up Stand Up - Bob Marley
. Gita - Raul Seixas
. Glory Box - Portishead
. Gonna Get Along Without You Now - She And Him
. How Do You Do ( What You Do To Me) - Brass Construction
. I Will Survive - Cake
. Ideologia - Cazuza
. In My Life - The Beatl. es
. Love of My Life - Queen
. Na Sua Estante – Pitty
. Neverland - Anelis Assumpção featuring Céu      
. Norwegian Wood - The Beatles
. Olhar 43 (remix by Iraí Campos, Grego e Julinho Mazzei) - RPM
. Paid in Full (7 Minutes Of Madness) (The Cold Cut Re-Mix) - Eric B. & Rakim
. Police and Thieves - The Clash
. Rock Lobster - B´52s
. Rock with You - Michael Jackson
. Rocket Man - Elton John
. Runnaway - Dell Shannon
. Say a Little Prayer - Aretha Franklin
. Sexual Healing (Live) - Ben Harper and the Innocent Criminals
. (Sittin' On) The Dock Of The Bay - Otis Readding
. Só Sei Dançar com Você (versão “Ronca-Ronca”, Oi FM, exclusiva da Mauro Jorge Records) - 
  Tulipa Ruiz
. Telefone - Gang 90 & Absurdettes
. Tempo de Amor - Herbie Hancock featuring Céu
. The Killing Moon - Echo and the Bunnymen
. There´s a Kind of Hush - Herman’s Hermits
. Um Girassol da Cor do Seu Cabelo – Lô Borges
. Under the Bridge - Red Hot Chili Peppers
. Vamos Fugir - Gilberto Gil
. Yellow - Coldplay
. You Don´t Know Me - Caetano Veloso

50th birthday´s bonus tracks
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. 12:51 - The Strokes
. Ai - Rubi
. Compacto - Curumin
. Diariamente - Marisa Monte
. Fala – Trash Pour 4 featuring Moska
. Friends - Whodini
. Haicai - Luis Tatit
. I Heard It Through The Grapevine - Creedence Clearwater Revival
. Killing in the Name - Rage Against the Machine
. Linha do Horizonte- Azimuth                               
. O Segundo Sol - Cássia Eller
. Olha Pro Céu - Ceumar
. Pale Blue Eyes - The Velvet Underground
. Refazenda - Gilbero Gil
. Rivers of Babylon - The Melodians
. Robocop Gay - Mamonas Assassinas ao vivo no estúdio Transamérica
. Samba em Prelúdio - Esperanza Spalding
. Squash - Robson Jorge e Lincoln Olivetti
. The Game of Love - Daft Punk
. This Love - Maroon 5
. Táxi Lunar - Geraldo Azevedo
. Under the Boardwalk - Tom Tom Club
. Video Killed the Radio Star - The Buggles